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20/08/2026
O mercado internacional do açúcar acelerou a valorização nesta terça-feira (18), com altas expressivas em Nova York e Londres. No Brasil, o cristal branco CEPEA/ESALQ também subiu, enquanto o etanol hidratado registrou leve queda no dia, mas manteve o bom desempenho no mês.
O pregão desta terça-feira (18) reforçou a alta do açúcar no cenário global. Depois da recuperação da segunda-feira, os contratos avançaram de forma mais intensa, impulsionados por preocupações com a oferta e por notícias envolvendo a Índia.
Na ICE Futures U.S., o açúcar bruto fechou em alta generalizada. O contrato outubro/26 subiu 0,60 ponto e encerrou a 17,47 cents de dólar por libra-peso. O vencimento março/27 avançou 0,57 ponto, para 18,46 cents/lbp. Maio/27 ganhou 0,46 ponto e terminou a 18,03 cents/lbp. As demais posições também subiram, com ganhos entre 0,05 e 0,36 ponto, segundo dados da CZ App.
Londres
Na ICE Futures Europe, o açúcar branco registrou valorizações ainda mais robustas. O contrato outubro/26 avançou US$ 16,50 e fechou a US$ 539,50 a tonelada. O dezembro/26 subiu US$ 15,50, para US$ 534,60. Março/27 ganhou US$ 14,40 e terminou a US$ 534,00 a tonelada. Os vencimentos seguintes acompanharam o movimento, com altas entre US$ 9,50 e US$ 12,90.
Mercado interno
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco CEPEA/ESALQ, em São Paulo, manteve a trajetória de alta. Nesta terça-feira (18), a saca de 50 quilos foi cotada a R$ 102,27, com valorização diária de 2,33%. No acumulado de agosto, o avanço chega a 11,77%. Em dólar, a referência ficou em US$ 19,59.
Etanol
No mercado paulista, o Indicador Diário do Etanol Hidratado de Paulínia (SP) apresentou leve recuo. O metro cúbico foi negociado a R$ 2.347,50, com variação negativa de 0,19% no dia. Mesmo assim, o biocombustível segue com desempenho positivo no mês, acumulando alta de 10,21%.
Análise
A forte valorização das cotações ganhou novo impulso após a Bloomberg informar que a Índia avalia reduzir tarifas de importação de açúcar para aumentar a oferta interna e conter preços antes do período de maior consumo nas festas. A possibilidade de o segundo maior produtor mundial voltar a importar reforça a percepção de um mercado global mais apertado — o país não realiza compras externas relevantes desde a safra 2017/18.
Ao mesmo tempo, o clima segue no radar: o Departamento Meteorológico da Índia apontou que as chuvas de monção entre junho e setembro estavam 13% abaixo da média até 17 de agosto. No Brasil, dados do Ministério da Agricultura, antecipados pela Reuters, mostraram que a moagem de cana no Centro-Sul caiu 8,4% na segunda quinzena de julho, para 46,08 milhões de toneladas. A produção de açúcar recuou 17,6%, enquanto a de etanol cresceu 2,8%, indicando maior destinação da cana para o biocombustível. No acumulado da safra 2026/27 até o fim de julho, a produção de açúcar já cai 12,4%, apesar do aumento de 2,1% na moagem. As informações foram reunidas a partir de reportagens do Notícias Agrícolas.
Mariana Navarro
Fonte: Agência UDOP de Notícias