A última cotação foi marcada por novas quedas nas bolsas internacionais, enquanto o mercado brasileiro seguiu pressionado pelo avanço da safra e pela oferta mais ampla no Centro-Sul.
O mercado internacional do açúcar voltou a encerrar o pregão em baixa nesta quarta-feira (20), devolvendo parte da recuperação observada no dia anterior e reforçando o cenário de volatilidade nas bolsas.
Em Nova York, os contratos do açúcar bruto fecharam novamente no campo negativo. O julho/26 recuou 0,28 cent, encerrando o dia a 14,73 cents de dólar por libra-peso. O outubro/26 caiu 0,24 cent, para 15,22 cents/lbp, enquanto o março/27 perdeu 0,22 cent, fechando a 16,06 cents/lbp. Os demais vencimentos também acompanharam o movimento de baixa.
Londres
Na ICE Europe, o açúcar branco apresentou oscilações mais moderadas, mas também encerrou o pregão pressionado. O contrato agosto/26 ficou estável em US$ 441,00 a tonelada. O outubro/26 teve leve alta de US$ 0,10, para US$ 441,10, enquanto o dezembro/26 recuou US$ 0,70, fechando a US$ 443,20 a tonelada. As demais posições registraram perdas moderadas.
Mercado interno
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, registrou nova queda nesta quarta-feira (20). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 93,25, com recuo diário de 0,76%.
Com isso, o indicador amplia as perdas acumuladas em maio para 4,76%, refletindo um mercado físico ainda pressionado pelo avanço da moagem e pelo aumento gradual da oferta.
Etanol
No mercado paulista, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanolhidratado a R$ 2.347,00 por metro cúbico, praticamente estável no comparativo diário, com leve alta de 0,02%.
Apesar da estabilidade no dia, o indicador ainda acumula retração de 2,45% no mês de maio.
Análise
Segundo análise publicada pelo portal Notícias Agrícolas, o mercado voltou a sentir pressão diante da forte queda do petróleo no cenário internacional. O movimento reduz a competitividade do etanol e aumenta a expectativa de maior direcionamento da cana para produção de açúcar, ampliando a oferta global da commodity.
Além disso, investidores seguem repercutindo as projeções da Organização Internacional do Açúcar (OIA), que indicam produção recorde mundial de 182 milhões de toneladas na safra 2025/26, com superávit global estimado em 2,2 milhões de toneladas.
Mesmo assim, o mercado continua atento às projeções para 2026/27, quando a própria OIA prevê redução na produção global e possível retorno de déficit no balanço mundial do açúcar.