O mercado global do açúcar fechou em baixa nesta quinta-feira (3), com correção em Nova York e Londres. No Brasil, o cristal branco CEPEA/ESALQ e o etanol hidratado avançaram e começaram setembro no positivo.
A sessão desta quinta-feira (3) foi de realização de lucros no exterior. Depois da sequência de altas das últimas semanas, os contratos internacionais cederam de forma ampla, enquanto o mercado doméstico manteve o tom firme.
Na ICE Futures U.S., o contrato outubro/26 recuou 0,63 ponto e encerrou a 18,07 cents de dólar por libra-peso. O vencimento março/27 caiu 0,60 ponto, para 19,04 cents/lbp. Maio/27 perdeu 0,48 ponto e fechou a 18,44 cents/lbp. Julho/27 e outubro/27 recuaram 0,36 e 0,27 ponto, respectivamente, ambos a 18,04 cents/lbp. As posições mais curtas da curva também caíram, enquanto alguns vencimentos longos ficaram estáveis ou levemente positivos, conforme dados da CZ App.
Londres Na ICE Futures Europe, o açúcar branco acompanhou a correção. O contrato outubro/26 caiu US$ 12,60 e fechou a US$ 526,60 a tonelada. O dezembro/26 recuou US$ 12,30, para US$ 524,30. Março/27 perdeu US$ 10,80 e encerrou a US$ 528,00 a tonelada. Maio/27 caiu US$ 9,90, para US$ 528,30. Os vencimentos seguintes também registraram quedas entre US$ 3,20 e US$ 7,70.
Mercado interno
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco CEPEA/ESALQ, em São Paulo, manteve a alta. Nesta quinta-feira (3), a saca de 50 quilos foi cotada a R$ 116,11, com valorização diária de 0,61%. No acumulado de setembro, o avanço chega a 2,07%. Em dólar, a referência ficou em US$ 22,75.
Etanol
No mercado paulista, o Indicador Diário de Paulínia (SP) também subiu. O metro cúbico foi negociado a R$ 2.514,00, com alta de 0,64% no dia. No mês, o biocombustível acumula valorização de 1,76%.
Análise
Mesmo com a queda desta quinta-feira, o mercado segue atento aos sinais de oferta mais apertada. Na Índia, as chuvas de monção estavam 13% abaixo da média até 2 de setembro — déficit menor do que o de 42% registrado até o fim de junho, mas ainda suficiente para manter o alerta sobre as lavouras. O Ministério de Ciências da Terra do país já havia apontado risco de a monção ser a mais fraca em 11 anos.
Na Europa, seca e calor devem reduzir a produção da União Europeia e do Reino Unido para 14,98 milhões de toneladas, o menor volume em 11 anos, segundo a S&P Global Energy. No Brasil, a Unica informou queda de 26,3% na produção de açúcar do Centro-Sul em junho, para 3,903 milhões de toneladas. O maior destine da cana para etanol e o risco de um El Niño mais intenso sobre Brasil, Índia e Tailândia também permanecem no radar. As informações foram reunidas a partir de reportagens do Notícias Agrícolas.