Quinta-feira (18) foi marcada por forte recuo das cotações internacionais do açúcar, pressionadas pelo fortalecimento do dólar e pela queda do petróleo. No Brasil, o açúcar cristal aprofundou as perdas no mês, enquanto o etanol apresentou leve recuperação.
O mercado internacional do açúcar voltou a encerrar o pregão em baixa nesta quinta-feira (18), refletindo a pressão do cenário externo, com o avanço do dólar e a desvalorização do petróleo aumentando as preocupações com uma maior oferta da commodity no mercado global.
Em Nova York, os contratos do açúcar bruto registraram quedas expressivas. O vencimento julho/26 recuou 0,26 ponto, encerrando o dia a 13,59 cents de dólar por libra-peso. O contrato outubro/26 caiu 0,24 ponto, para 14,13 cents/lbp, enquanto o março/27 perdeu 0,21 ponto, fechando a sessão em 15,06 cents/lbp. Os demais vencimentos também encerraram o pregão no campo negativo.
Londres
Na ICE Futures Europe, o açúcar branco acompanhou o movimento de baixa. O contrato agosto/26 caiu US$ 6,90, encerrando o pregão a US$ 445,30 a tonelada. O vencimento outubro/26 recuou US$ 6,00, para US$ 437,80, enquanto o dezembro/26 registrou queda de US$ 5,50, fechando a US$ 434,30 a tonelada. As demais posições também encerraram o dia em desvalorização.
Mercado interno
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, também registrou novo recuo. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 90,75, com queda diária de 0,80%.
Com o resultado, o indicador amplia as perdas acumuladas em junho para 2,42%, refletindo o aumento da oferta e a cautela dos agentes nas negociações do mercado físico.
Análise
Segundo análise publicada pelo Notícias Agrícolas, a pressão sobre as cotações veio do fortalecimento do dólar e da queda do petróleo, fatores que aumentam a competitividade do açúcar no mercado internacional e reforçam as expectativas de maior oferta.
Por outro lado, o mercado segue monitorando o clima na Índia, onde o déficit de chuvas durante o período de monções continua elevando as incertezas sobre a próxima safra. O avanço do El Niño, com potencial impacto sobre regiões produtoras como Brasil, Índia e Tailândia, também permanece no radar dos investidores.
Etanol
No mercado paulista, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanolhidratado a R$ 2.348,50 por metro cúbico, com alta de 0,13% em relação ao dia anterior.
Apesar da leve recuperação diária, o biocombustível ainda acumula retração de 0,13% no mês.