O PIB da agropecuária cresceu 11,7%em 2025, segundo o IBGE, e ajudou a empurrar o PIB do Brasil pra 2,3%, fechando o ano em R$ 12,7 trilhões. Em valores correntes, a riqueza gerada pelo setor somou R$ 775,3 bilhões, algo perto de 6,1% do PIB nacional, com milho subindo 23,6% na produção e soja avançando 14,6%.
Só que a CNA já tá olhando pra 2026 com a calculadora mais azeda. A entidade projeta queda de 4,6% no Valor Bruto da Produção, pra R$ 1,4 trilhão, com preço mais baixo pesando mais que o volume. No recorte, a agricultura deve recuar 4,5% pra R$ 926,9 bilhões, o milho apanha com preços caindo 5,3% e produção cedendo 1,92%, e a cana perde 6,5% com preços caindo 7,0%. O café arábica foge do padrão, produção sobe 23,29% e o VBP cresce 18,4% mesmo com preço recuando 3,9%.
Do lado do investimento, a Abimaq mostrou que a indústria de máquinas e equipamentos começou o ano no sapatinho. A receita líquida de vendas caiu 17% em janeiro, pra R$ 17,28 bilhões, com o mercado interno encolhendo 19% pra R$ 12,8 bilhões e o consumo aparente caindo 21,5% pra R$ 26,5 bilhões. Exportação até subiu 3,1% na comparação anual, chegando a US$ 838,2 milhões, enquanto importação caiu 10,3% pra US$ 2,48 bilhões, e a capacidade instalada rodou em 78,6%.