A virada já deixou de ser aquele papo futurista com cara de slide verde e entrou no planejamento da fazenda. Só em 2025, o controle biológico cresceu 12% no Brasil, enquanto os defensivos químicos seguem com um ritmo global mais comportado até 2030. A expectativa é que os biológicos movimentem cerca de US$ 18 bilhões até o fim da década, dentro de um mercado global de proteção de cultivos que tá estimado em US$ 106 bilhões. Pequeno no microscópio, grandão na planilha.
Segundo Bettiol, praticamente todos os grandes produtores brasileiros já usam algum tipo de controle biológico. O próximo desafio é fazer essa tecnologia chegar melhor aos médios e pequenos, com informação, assistência técnica e treinamento, porque microrganismo bom sem manejo vira só nome difícil no rótulo. Na cana, a coisa já tá brotando forte, com alta de 39% no uso de biológicos em 2025 e um mercado de R$ 716 milhões dividido entre bioinseticidas, biofungicidas e bionematicidas.