Com petróleo literalmente sob fogo cruzado por causa da guerra no Oriente Médio, os preços dispararam no mundo inteiro e o governo resolveu mexer no tanque antes que a inflação resolvesse acelerar junto. Brasília anunciou um pacote pra aliviar os preços dos combustíveis, incluindo subvenção de R$ 0,89 por litro na gasolina e suspensão de R$ 0,35 de PIS/Cofins no diesel.A brincadeira vai custar cerca de R$ 3 bilhões por mês aos cofres públicos.
Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a ideia da medida é manter uma neutralidade fiscal, porque o governo tá arrecadando receitas extras justamente com a disparada internacional do preço do petróleo. É quase um cashback geopolítico: o barril sobe lá fora, Brasília arrecada mais aqui dentro e tenta devolver parte do tranco segurando combustível.
Pro agro, o movimento tem peso direto. Diesel caro bate no trator, no frete, no fertilizante, na colheita e em tudo que depende de caminhão pra chegar ou sair da fazenda. E com produtor já reclamando de juros altos, crédito apertado e a margem fazendo dieta forçada, a última coisa que o governo queria agora era ver o diesel virando vilão.