Você leu aqui no sábado que a fêmea parou de ir ao abate. O capítulo novo é o que segura o preço. E ele tem freio. A fatia das fêmeas no abate com inspeção federal caiu de quase metade em fevereiro para um terço em agosto, e isso, com a demanda de fora, abre espaço para o boi valer mais. O contrato de dezembro na B3 emendou altas e abriu distância do que o frigorífico paga hoje.
O físico, esse, não acompanhou. O freio de verdade é o consumidor. Na hipótese do analista da Scot, se a arroba subir mais um degrau o consumo cai e a família vai para o frango.
Arroba alta é como aluguel. Você pede o valor que quiser, mas o inquilino se muda para o apartamento ao lado. Mas o apartamento ao lado, frango e suíno no atacado, também subiu o aluguel.
O futuro é igual história de papai Noel. Você vende o seu boi pelo preço de hoje, não pelo que a bolsa promete.