Com a Europa fechando a porta pra proteína animal brasileira, a nota conjunta do governo diz que o país se reserva o direito de recorrer a medidas de reciprocidade, previstas na lei brasileira e nos mecanismos do acordo do Mercosul com a própria União Europeia, o que em bom português é responder na mesma moeda, com respaldo jurídico atrás e não bravata de microfone.
O detalhe é que o Mercosul não conseguiu nem repartir o que já tem, e Montevidéu terminou sem acordo sobre a cota de carne com tarifa reduzida, de modo que a cota segue sendo preenchida por ordem de chegada, independentemente de quem embarca, e com o Brasil fora da lista quem tende a encher o navio nas próximas semanas é o vizinho, que continua liberado.
A auditoria europeia nas cadeias de aves e mel está prevista pra terminar hoje, e é por ali que pode vir a primeira boa notícia.