De acordo com o Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, até 21 de março, 86,6% da área acompanhada no Estado já foi colhida. A região sul lidera o processo, com 89,8% de colheita, seguida pela região centro com 85,4% e pela região norte, com 75,2%. A área já colhida é estimada em 3,8 milhões de hectares.
Cerca de 2,2 milhões de hectares, ou 51% da área total, foram afetados pelo estresse hídrico, segundo a avaliação semanal. A Aprosoja/MS realizou 395 levantamentos de produtividade da safra, cobrindo 10,7% da área de soja no Estado, o equivalente a 483 mil hectares.
A área de soja continua em crescimento no Estado, com estimativa de uma safra 6,8% maior em relação ao ciclo 2023/2024, totalizando 4,5 milhões de hectares. Inicialmente, a produtividade esperada era de 51,7 sacas por hectare, com uma previsão de produção de 13,977 milhões de toneladas.
No entanto, após a amostragem de 10,7% da área, novos dados indicaram um aumento de 11,4% na produtividade, atingindo 54,4 sacas por hectare. Isso resulta em uma expectativa de produção de 14,686 milhões de toneladas, representando um aumento de 18,9% em relação ao ano passado. Comparando a produtividade inicial com a atual, o crescimento é de 5%.
"O objetivo é atingir, no mínimo, 30% de amostragem da área total, com a revisão final da área ao término da colheita, que será realizada com base em dados de sensoriamento remoto", destaca Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS.
A produtividade da soja 2024/2025 cresce 5% em relação à estimativa inicial, com municípios apresentando variação significativa
Em relação à produtividade, mais de 40 municípios estão abaixo da média, com destaque para Glória de Dourados e Douradina, onde os índices são mais críticos. Por outro lado, Cassilândia e Alcinópolis apresentam produtividade acima da média.
Além da soja, a semeadura do milho para a segunda safra já alcançou 83,3% da área acompanhada pelo Projeto SIGA-MS.