A recuperação foi sustentada por operações de hedge - Foto: Mateus Zardin
19/02/2026
A recuperação foi sustentada por operações de hedge
Os contratos futuros do trigo encerraram a quarta-feira em alta nas bolsas internacionais, em um movimento de recuperação após duas sessões consecutivas de queda. Segundo análise da TF Agroeconômica, o mercado acompanhou com atenção o início do Fórum Anual do USDA, previsto para começar nesta quinta-feira, além de fatores climáticos e geopolíticos.
Em Chicago, o contrato março do trigo brando SRW avançou 1,72%, ou 9,25 cents por bushel, fechando a US$ 547,00. O vencimento maio subiu 1,84%, ou 10,00 cents, para US$ 552,50. Em Kansas, o trigo duro HRW para março registrou alta de 2,27%, ou 12,25 cents, a US$ 551,00. Já em Minneapolis, o trigo HRS para março ganhou 1,14%, ou 5,75 cents, encerrando a US$ 574,75. Na Euronext de Paris, o trigo para moagem com vencimento em março teve leve valorização de 0,13%, ou 0,25 euro, a 190,75 euros por tonelada.
A recuperação foi sustentada por operações de hedge de investidores e pela previsão de clima mais seco nas Grandes Planícies do Sul dos Estados Unidos entre seis e 14 dias, região central na produção de trigo de inverno. No cenário internacional, a ausência de avanços concretos nas negociações entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia manteve a tensão no Mar Negro, com divergências sobre territórios ocupados e a usina de Zaporizhzhia.
Também contribuiu para o viés altista a expectativa em torno do Fórum do USDA. Estimativas privadas compiladas pela Reuters apontam área plantada de 18,13 milhões de hectares na safra 2026/27, abaixo dos 18,33 milhões do ciclo anterior. A produção é projetada em 51,57 milhões de toneladas, com estoques finais de 24,52 milhões, ambos inferiores aos números da temporada passada.
A valorização do dólar frente ao euro teve impacto limitado. Já na Rússia, apesar dos estoques elevados e das vendas firmes, a distância até os portos e entraves logísticos seguem como obstáculo.