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30/01/2026
Padrão atmosférico segue instável mesmo com fim da Zona de Convergência do Atlântico Sul
Nos últimos dias, grande parte da Região Sudeste esteve sob a influência do segundo episódio do ano da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), um dos principais sistemas responsáveis por chuvas persistentes no verão brasileiro.
Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, embora o núcleo da ZCAS não tenha atuado diretamente sobre o Estado de São Paulo, sua presença ajudou a organizar o transporte de umidade sobre o Sudeste, criando condições favoráveis para a ocorrência de temporais no território paulista.
Com o fim do fenômeno no domingo (25), o padrão atmosférico não se tornou estável. A circulação de ventos em baixos níveis continua canalizando umidade para São Paulo, especialmente a partir do interior do país.
Esse processo, que deve manter o clima chuvoso na última semana de janeiro, é reforçado pela atuação de uma área de baixa pressão atmosférica entre o Paraguai e o Brasil, de acordo com Pegorim.
O acúmulo de umidade aliado às temperaturas elevadas facilita o desenvolvimento de nuvens profundas, típicas do verão, responsáveis por chuvas fortes, temporais isolados, rajadas de vento e descargas elétricas, principalmente entre a tarde e a noite.
A Climatempo alerta que as pancadas de chuva se tornam mais frequentes e intensas ao longo da semana. O risco de temporais é maior no norte, nordeste e leste paulista, incluindo a Grande São Paulo, onde a chuva pode cair forte em curto período e causar alagamentos. No centro-oeste do estado, o risco de temporais aumenta nos próximos dias. No sul paulista, a chuva tende a ocorrer de forma mais isolada, intercalada por períodos de sol.
Áreas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro também registram aumento das instabilidades, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais, especialmente no Triângulo Mineiro, Zona da Mata e interior fluminense. No Espírito Santo, a chuva ocorre de forma mais irregular e, em geral, com menor intensidade.
Ainda segundo o boletim, a atuação de uma baixa pressão atmosférica entre o Paraguai e o norte da Argentina mantém chuva frequente no Sul, principalmente no Paraná e em Santa Catarina, com pancadas mais intensas em algumas áreas. No Rio Grande do Sul, há risco de temporais localizados, principalmente no sudoeste do estado.
No Centro-Oeste, calor e a alta umidade seguem favorecendo pancadas fortes e temporais isolados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, com maior intensidade nas áreas mais ao norte e no interior dos estados.
No Norte, as chuvas continuam volumosas, com risco elevado em áreas do Amazonas e do Acre. No Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém chuva frequente no litoral e no norte da região, com temporais isolados e rajadas de vento.
Por: Izabel Gimenez — São Paulo
Fonte: Globo Rural